sexta-feira, 30 de junho de 2017

ODÊ

Odé no Xambá - Orixá ligado às matas, a caça, afartura e a inteligência. Conhecido também em outras nações das religiões afro-descendentescomo Oxossi, sua importância deve-se a diversos fatores, na África tinha diversas qualidades, material, médica, administrativa, social e policial.
As pessoas que tem esse orixá são espertas, ágeis, exercem com maestria cargos de liderança, são pessoas cheias de iniciativas e sempre em vias de novas descobertas.
Na 
Nação Xambá o mês dedicado a Odé é também abril, seu dia da semana é quarta-feira.
Guia corrente de metal, as cores da roupas são vermelha ou verde.
Saudação: Odé Ô e Okê Arô.
Ferramenta: dématá (arco e flecha de ferro).
 


Odé no Batuque

ODÉ é o orixá das matas e florestas onde vive a caçar; é o protetor dos caçadores; seus filhos são espertos, rápidos e atentos.
símbolo é o arco e flecha e a lança
cor é o azul marinho,
dia da semana é segunda-feira,
sincretismo no sul é com 
São Sebastião. 

Divindades da caça que eles vivem nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado OFÁ, e um rabo de boi chamado ERUEXIM. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Bará. Vivem nas matas, caçando, por isso, protege os caçadores em suas expedições. É casado com Otim formando um casal inseparável, onde está um está o outro. Odé caça, mas fica com pena dos bichos e dá para sua mulher Otim que devora tudo e por isso é gorda.


Saudação: Oquebambo Dia da Semana: Sexta-feira, pois é o dia da Iemanjá, que é mãe de Odé, para outros Segunda-feira Número: 07 e seus múltiplos Cor: Azul forte e branco para Odé e Azul forte e rosa para Otim Guia: 01 conta azul, 01 conta branca, 01 conta azul para Odé 01 conta rosa, 01 conta azul, 01 conta rosa para Otim Oferenda:Miami doce, chuleta de porco frita no azeite comum e refogada com azeite de dendê com uma pitada de mel, feijão miúdo,doces (balas e pirulitos)Adjuntós: Odé com Otim ou Iemanjá Bocí(neste caso normalmente a Otim passará para a"passagem"). Otim com Odé Ferramentas: Arco e flecha, funda, bodoque, moedas e búzios Ave: Galo prateado claro ou pintado para Odé e galinha preta para Otim Quatro pé: Casal de porco



Odé: São Sebastião 

Otim: Santa Bernadete ou Santa Efigênia


Seus filhos são pessoas espertas e com iniciativa, gostam de descobertas e novidades. São místicos e muito intuitivos. O lado emocional é sua característica mais marcante, pois é carismático e carinhoso. Costumam ser indecisos e inseguros, mas adoram se apresentar em público e ser o centro das atenções.


Orixá da Caça e da Fartura! Em tempos distantes,OdùdùwaRei de Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames. Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura. De repente, um grande pássaro, (èlèye), pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos, e lançando fardas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as feiticeiras Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes. O Rei então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, emIlarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas. Chamou desta vez, das terras de Moré, Osotogi, com suas 40 flechas. Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras deIdô, Osotogum, o guardião das 20 flechas. Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu. Por fim, todos já sem esperança, resolveram convocar da cidade deIremanÒsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha. Sua mãe Iemanjá, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, uma vez que três dos melhores caçadores falharam em suas tentativas. Iemanjá foi consultar Ifá paraÒsotokànsosó. Os Babalaôs disseram para Iemanjápreparar oferendas com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas) , èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira), seis kauris (búzios). Iemanjáfez então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o seguinte: "Que o peito da ave receba esta oferenda". Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda recebendo a oferenda ofertada por Iemanjá, recebendo também a flecha certeira e mortal deÒsotokànsosó. Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: "OxósseOxósse!" (caçador do povo). A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje.


ODÉ O SAMPA ELEPÊ OMAM ORUMA EREPÊ

SAMPA ELEPÊ OMAM ORUMA ELEPÊ

MINERÓ MINERÓ ODÉ MINERÓ MINERÓ ODÉ
O SAMPA MINERÓ MINERÓ ODÉ

ODÉ O MATATIMBORO ODÉ
TIMBO TIMBO TIMBORO Ô

ODÉ O MATA 
TIMBORO ODÉ

ODÉ O MATA
TIMBORÔ ODÉ

ADIACUNA PAMIO ADIACUNA ADIACUNA PAMIO ADIACUNA ELEMONI MONI AGARIREU ADIACUNA PAMIO
ADIACUNA PAMIO ADIACUNA ADIACUNA PAMIO ADIACUNA ELEMONI MONI AGARIREU ADIACUNA PAMIO

O QUEBAMBO ELAIO
O QUEBAMBO ELAIO

O QUEBAMBO ELAIO CAMAFODÉ
O QUEBAMBO ELAIO CAMAFODÉ

BELEBELISSE ODÉ Ô BELEBELISSE ODÉ ACARÁ ORUOCO FERERÊ BELEBELISSE ODÉ Ô
BELEBELISSE ODÉ Ô BELEBELISSE ODÉ ACARÁ ORUOCO FERERÊ BELEBELISSE ODÉ Ô

ORUOCO A ODÉ
AMAXOXO A ODÉ

IGALELE IGALELE
ADEUAXO IGALELE

ALAÍLA LAELEPÊ ALAÍLA LAILEPÊ ALA
E E Ê ALAÍLA LAILEPÊ ALA

ESSUM LÓ ESSUM LO OROCUNLÁ EAÔ
ESSUM LÓ ESSUM LO OROCUNLÁ EAÔ

ONIBOBO UELESSI UELESSI OCULTÁ 
ONIBOBO UELESSI UELESSI OCULTÁ 

BAMURÁ BAMU ODÉ BAMU MARACAJÁ ODÉ
BAMURÁ BAMU ODÉ BAMU MARACAJÁ ODÉ

OLOFI ODÉ
OQUE OLOFI ODÉ OQUE

ODÉ SUMALIA SESSUM MARÉ ODÉ SUMALIA SESSUM MARÉ
BAMBAM ORORO CUNDÊ ODÉ SUMALIA SESSUM MARÉ

CONI CONIXABIM
OTIM




AMORO
AMORO
APECO
AMORO

AMACHINCHA CHIMBEÔ
AMACHINCHA CHIMBEÔ

ELUMBEÔ
ELUMBEÔ

LOQUE LOQUE LOQUE LOQUE ABOELO
LOQUE LOQUE LOQUE LOQUE ABOELO
LOQUE
ABOELO

ABEREQUETE ABEREQUETE EUARA
BOBO ABEREQUETE ABEREQUETE EUARA BOBO

ODÉ ARANI
AI ODÉ ARAÔ

SAKPATA

Sakpata 
é a denominação fon do Vodum do panteão daterra. É o grande Ayi-vodun dos Ewe-fon, por isso intitulado Ayinon (o dono da terra). Considerado filho mais velho de Mawu ele é enfim, o Rei do Mundo, originariamente vodun senhor da varíola e, por extensão, de inúmeras enfermidades contagiosas que deformam o corpo. Todo o povofon o teme enormemente e o cultua fervorosamente e possui uma grande quantidade de representações, cada uma sendo um aspecto de doenças e infecções.
A tradição aponta a origem do culto de Sakpatá na localidade de Kpeyin Vedji, um enclave iorubádentro do território 
mahi a noroeste de Abomei. Desta dupla procedência permanece a curiosidade de que Sakpatá é considerado uma divindadeiorubá ("nagô") pelos fon e gun ("jêje") pelosiorubás.
Kohossú, cujo nome significa "Rei da Lama" é o pai de todos os Sakpatás;
Nyohwe Ananú, dona da água parada que mata de repente é a mãe, e são ambos filhos de Nà Buùku.
Da Zodji, envia a disenteria e os vômitos, considerado o mais velho de todos. Ele não tem braços ou pernas e é carregado numa padiola, mas tem o poder da invisibilidade e, apesar do defeito físico, comanda todos os Sakpatás.
Da Langan come a carne das pessoas ainda vivas.
Da Sinji traz as inchações e tromboses.
Aglossuntó é responsável pelas feridas e chagas que nunca cicatrizam.
Adohwan castiga perfurando os intestinos.
Avimadjé é o que leva as almas dos que morreram punidos por Sakpatá.
Bossu-Zohon é o grande feiticeiro.
Alogbê possui cinco braços e é ligado aos 
tohossú
Adan Tanyi é filho de Da Zodji, e traz a lepra.
Suvinengué um abutre com cabeça humana e é filho de Da Langan.
Existem várias outras denominações: Agbologbodji, Tonekpó, Gbazu, Ahossú Ganhwa, Kpadadadaligbo(que é fêmea) etc., cujos nomes, atribuições e lugar dentro da "família" varia de região para região.
Uma outra tradição conta que Sakpatá é uma divindade dupla, tanto macho como fêmea. O macho sendo Da Zodji e a fêmea sua irmã NyohweAnanu, gêmeos nascidos do primeiro parto da entidade andrógina Mawu-Lissá.
Sakpatá é cultuado em seus templos sob um aspecto duplo. Possui o aspecto Jeholú ("Rei das Jóias", que seriam as pústulas trazidas pela varíola) que é tratado internamente e não recebe sacrifícios de sangue diretamente, mas é lustrado com uma mistura de sangue e 
azeite de dendê e envolto por panos. O aspecto Zun-holú ("Rei da Floresta") fica do lado de fora, recebe os sacrifícios de sangue diretamente sobre ele e é coberto por rodilhas de ramos secos da palmeira de ráfia (Raffia viniferapalha-da-costa, e é um montículo que pode ser mais alto do que um homem. Os sacerdotes e fiéis o tratam como um ente vivo, o reverenciam, abraçam, etc. Zun-holú de tamanhos mais modestos podem ser vistos diante dos hunkpame de outros voduns, sobretudo nos deHeviossô.
A iniciação de Sakpatá entre os fon consiste em duas partes. Na primeira e mais longa, os neófitos permanecem no 
hunkpame vários meses submetendo-se a disciplina rígida de silêncios, jejuns, aprendizagem de cânticos e danças rituais e nesta eles são chamados de agamassi. No final desta fase, as famílias juntam dinheiro para realizar um grande ritual, no qual os neofitos morrem simbolicamente e ficam escondidos por três dias dos olhos de todos, e depois são trazidos para fora enrolados em mortalhas e são publicamente "ressucitados" pelo Aklunon (ministro do culto). A partir daí eles recebem seus nomes de iniciação e passam a ser chamados de anagonu(habitantes anagôs), sakpatasi (filho de sakpata), por causa da acreditada origem nagô do vodun; ou "Azonsi", que em francês se escreve azonsu.
No antigo Reino do 
Daomé, o culto de Sakpatá era olhado com suspeita, às vezes banido (e o foi, definitivamente, de Abomei). Uma vodunsi deSakpatá não pode ser dada como esposa para o rei, e havia sempre a suspeita maior de que seus sacerdotes espalhavam deliberadamente a doença para aumentar seu poder. Mas outra questão importante neste caso é o fato de que Sakpatáabertamente desafia o poder real portando os títulos de Ayinon e Jeholú, que são títulos que o rei também possui.


Índice


1 Brasil
2 Cuba
3 Referências
4 Ligações externas
//

Brasil
Na Diáspora, o culto de Sakpatá foi usualmente misturado ao de sua versão 
iorubáObaluaiyê.
No 
Candomblé Jeje, ele é conhecido como Azonsu("O" Doença), grafado no Brasil como "Azunsu" ouAjunsun e Azonwanu (o que tem o cheiro da doença), grafado no Brasil como "Azoani" ouAzauani, sendo este segundo nome também conhecido na Santeria cubana como "Asojano".

A INICIAÇÃO DO KETO

Iniciação Ketu

Iniciação 

É um rito de passagem candomblé.
Para saber se uma pessoa precisa ser iniciada ou não, no 
Candomblé, o Babalorixá ou Iyalorixáconsulta o jogo de búzios no merindilogun, onde terá as respostas. Essa é uma das formas de saber. A outra é quando uma pessoa vai assistir uma festa de candomblé e entra em transe profundo. Esse transe é chamado de "Bolar no Santo" é a declaração em público do Orixá que quer ainiciação de seu filho, nesse caso o babalorixá vai consultar o jogo de búzios para saber qual é oOrixá e suas condições, se pode esperar ou se caso de urgência. Normalmente são feitos acordos com os Orixás para que aguardem até o filho ter condições financeiras e de férias para poder se recolher.


A primeira fase da iniciação ou feitura de santo na nação Ketu é de 21 dias. 

Onde a pessoa fica em retiro longe da vida profana e da família, devendo desligar-se de tudo e dedicar-se totalmente aos ritos de passagem. Saliente-se que todo o ritual da iniciação não é público. Saliente-se também que essa iniciação só pode ser feita por uma pessoa iniciada, segundo as normas do candomblé só pode transmitir o Axéquem os recebeu de alguém iniciado na obrigação de odu ejé.
Quanto ao fato da pessoa ser recolhida para ser
IaôOgan ou Ekedi, essa questão só é resolvida durante a iniciação. Se a pessoa entrar em transe será um Iaô elegun, se não entrar em transe e for homem, será um Ogan, se for mulher será umaEkedi.

Índice

1 Barco de Iaô
2 Iniciação
3 Saída de Iaô
4 Momento mais esperado da iniciação
5 Banquete
6 Seguimento da iniciação chamado Urupim.
7 Ritual do Panã.
8 Caída de kelê
9 Obrigação de um e três anos
10 Obrigação de sete anos
11 Iniciação de Ogans e Ekedis
12 Referências

Barco de Iaô

iniciação 

Pode ser de apenas um Iaô ou pode ser de muitos. Nesse caso recebe o nome de "Barco de Iaô".Quando entra para fazer o santo sozinho será chamado de Dofono (homemou Dofona (mulher),por ser o primeiro e único.
No caso do barco, o primeiro Iaô será chamado deDofono, o segundo dofonitinho, o terceiro será chamado de Fomo, o quarto de Fomutinho, o quinto de Gamo, o sexto de Gamutinho, o sétimo de Vimo, o oitavo de Vimutinho, o nono de Gremo, o decimo de Gremutinho, o décimo primeiro deCaçula e daí por diante. Essa sequência de nomes é usada na maioria das casas de candomblé de cultura Jeje-nagô.
Já houveram barcos com quinze Iaôs, mas isso é muito raro, pois implica muito trabalho e dedicação de muitas pessoas para cuidar dos Iaôs. A maioria das casas recolhe no máximo três ou quatro. Existem 

Orixás que não podem ser iniciados junto com outros; nesse caso será recolhido sozinho.
Iniciação

Nos 3 primeiros dias a pessoa ficará descansando e fazendo os 

ebós de limpeza, que serão apurados no jogo de búzios e tomando banhos com folhas sagradas eabô. Ficará recolhida no roncó (quarto específico de recolhimento) próximo ao peji e será feita a primeira obrigação, que é o bori. No final dos três dias é suspenso o bori e passa para as fases seguintes.
Em seguida começa a contar o período de 16 dias. Aí tem início o longo aprendizado das 
rezas,costumes, práticas, lendashistórias e a iniciaçãopropriamente dita, que consiste em raspar a cabeça, fazer curas (pequenos cortes),assentamento do orixáserão oferecidos animais,comida ritual, flores e frutas.

Saída de Iaô

Segunda saída de Iaô 

Pintura colorida candomblé.
No final tem a festa que é chamada de "saída deiaô", essa festa é dividida em 4 partes: A primeira saída no barracão é interna sem a presença do público, somente os membros da casa estarão presentes. Pode ter variação de uma casa para outra ou de nação para naçãouns fazem três saídas públicas outros fazem quatro.
Inicia-se o 
candomblé normalmente despachando oPadê (pode ser despachado durante o dia também, depende da casa) e canta-se algumas cantigas para cada um dos Orixás, enquanto isso os Iaôs estão sendo preparados para a primeira saída nobarracão de festas.
Na primeira saída pública o 
Iaô sai do roncó (nome dado ao quarto onde ficam recolhidos) para obarracão todo vestido de branco, essa saída é em homenagem a Oxalá, trás na testa uma pena vermelha chamada Ekodidé e na parte superior da cabeça o adoxu e pintado com efun, ele vem acompanhado de sua mãe pequena, da Iyalorixá e todos que ajudaram na feitura. Nessa saída o Iaôdeverá saudar a porta, os atabaques o Axé docentro do barracão onde estar o fundamento da casa e a Iyalorixá. Em seguida é recolhido para mudar de roupa.
A segunda saída pública do Iaô no barracão as roupas são coloridas em homenagem à todos os
orixás e a pintura é feita com o pó azul wáji,branco efun, e vermelho osùn. O Iaô sendo deoxalá ou determinados orixás funfuns a roupa não pode ser colorida, predominando o branco, todavia a pintura colorida seja relevante em quantidade discreta.

Momento mais esperado da iniciação

Orunkó. Hora do nome do Iaô candomblé.
A terceira saída do Iaô é a mais esperada por todos da comunidade, nota-se um momento de tensão muito grande e a expectativa dos sacerdotes que contribuíram nesta sagrada iniciação, que pode ser afirmada ou negada pelo noviço de que tudo foi bem feito ou não, com o grito triunfal do seu nome. Novamente o Iaô é trazido ao 
ile axé, desta vez sem a pintura geral, só com uma pintura dewáji no centro da cabeça (cuia de wáji) ou borilé(ritual feito com ejé do pombo branco) e ornado com penas do mesmo. O Orixá dirá seu Orunkópara todos ouvirem, nesse caso é escolhida uma pessoa (normalmente um Babalorixá ou Iyalorixá de outra casapresente para tomar o nome do Orixá, são feitas algumas cerimônias onde a pessoa pergunta por três vezes o nome do Orixá e na terceira ele grita em voz alta seu Orunkó para todos ouvirem. Depois do nome dado o Iaô é recolhido novamente para trocar a roupa.
A quarta e última saída o 
Orixá vem todo paramentado com roupas e ferramentas características de cada Orixá, para dançar e ser homenageado por todos os presentes. No finalcanta-se para Oxalá e a festa é encerrada.

Banquete

Banquete no ritual de candomblé.
Quando é encerrado o candomblé todas as filhas da casa ocupam seus postos e começam a distribuir acomida ritual do banquete farto. Sempre tem comida para todos e sempre sobra. Esse banquete é composto de cabritos assados ou cozidos,galinhaspatospomboscanjicamilho cozido,inhamepipocaacaçá e acarajé. Toda comida ritual servida ao Orixá é distribuída para os presentes. Muitos candomblés não permitem bebidas alcoólicas e nesse caso é servido o Aluá.Nas casas que permitem, é servido refrigerante ecerveja.
Algumas casas atualmente não servem 
comida de santo para os presentes. Dependendo das posses do iniciado, poderá se contratar um Buffet para o banquete, onde serão servidos aos convidados todos os requintes contratados.

Seguimento da iniciação chamado Urupim.
No mesmo dia ou não, dependendo do costume da casa, as luzes elétricas são desligadas, e inúmeras velas são acesas, ouve-se um cântico tristonho como nos rituais fúnebres axexê, o Iaô cercado dos mais velhos, IyaefunIyadaganiyamorôIyabassêIyakekerê e puxada pelo Babalorixá ou Iyalorixá é trazido do peji ao ile axé com um alguidá ou balaiocoberto com pano branco e ornado com flores brancas e mariwô, contendo inumeros objetos,comida ritual e o cabelo rapado no inicio da obrigação. Este ritual é denominado pelo povo do santo de carrego de urupim e pode ser assistido por alguns membros da comunidade, mas não chega a ser uma festa pública, fechando um ciclo do rito de passagem de abiã "não nascido" para iaô"noviço ou recém nascido".
Passada a festa o Iaô ficará mais uns dias na roça dependendo do 
jogo de búzios e a confirmação nomerindilogun, depois será levado para sua casa pela Iyalorixá que a entregará a sua família.

Ritual do Panã.

iaô ainda desorientado devido ao longo período de transe e clausura, com os movimentos ainda trôpegos, recebe orientação do seu Babalorixa ouYalorixa para executar as tarefas que serão usadas em seu dia a dia, tais como varrer, costurar, lavar, passar, sentar-se à mesa, cozinhar, etc. Numa dramatização muito divertida onde todos da comunidade tem um grande prazer de participar, rindo e até mesmo ajudando o novo iniciado. O ritual de apanã tem a finalidade de fazer com que o noviço reaprenda as atividades do mundo profano e cotidiano, para que nada lhe seja prejudicial no futuro e também entenda que já é hora de voltar à sua vida normal, apesar de aproveitar mais um pequeno período do seu mundo sobrenatural, estabelecendo neste momento o ewo temporário ou permanente, que o noviço terá a responsabilidade de obedecer, finalizando este ritual com outro rito chamado Kàrô (juramento feito diante do obi e uma quartinha).


Caída de kelê

Kelê de Obaluaye colocado em uma escultura do próprio orixá para tirar a foto - candomblé.
Porém a Iaô ainda não terminou as 
obrigações terá ainda que cumprir um resguardo normalmente de três meses e continuar usando o kelê (uma gargantilha de contas) que foi colocada em seu pescoço no início da feitura de santo. Durante esses três meses o Iaô continuará dormindo numaesteira, usará roupas brancas e seguir uma série de restrições denominada de ewo. Terminado o período de quelê, é feita a retirada do mesmo e outra festa é feita para comemorar a comumente chamada "caída de quelê".
É o período mais difícil para o Iaô que precisa voltar a trabalhar, muitos se iniciam no período de férias do trabalho e quando termina as férias precisam voltar para um ambiente onde sem dúvida será notado por todos, discriminado por alguns e terá que se manter calado, terá muitos problemas na hora das refeições, pois está proibido de entrar em 
bares e restaurantes, terá que levar uma marmita e aceitar os olhares de curiosidade.
Algumas casas atualmente por esse motivo têm feito alguns acordos com os 
Orixás para que o Iaôque precisa trabalhar já saia da roça sem o kelê, mas terá que cumprir todos os itens do resguardo nos mínimos detalhes. Nesse caso não precisará usar somente branco, poderá usar roupas de cores bem claras como azul, rosa, beje, cinza, tudo para não chamar muito a atenção. Existem casos de firmas que o uniforme é preto, marrom, azul marinho, nesses casos o Orixá permite, não vai querer que seu filho perca o emprego.

Obrigação de um e três anos

Até fazer um ano de feitura ou pagar sua obrigação de um ano (odú Kíní), ainda terá algumas restrições (

ewo temporário) como cortar cabelo, tomar banhomar e outros. Será feita a obrigação de um ano de feitura, uma nova festa para comemorar a data onde serão oferecidos comida ritualfrutas eflores.
Outra obrigação é feita aos três anos de feitura(odú kétà), algumas casas ou nações fazem também uma de cinco anos, mas no 
candomblé ketuconsidera-se um ano, três e sete anos. Ele ou ela permanecerá como Iaô até completar os sete anos de feitura e fazer a obrigação de sete anos (odu ejé).

Obrigação de sete anos

Só quando fizer a obrigação de sete anos 

Odu ejé é que será considerado um Egbomi.
obrigação de sete anos é tão grande e importantequanto a feitura, nessa obrigação é que será definido se o 
Egbomi irá abrir uma casa ou não. AIyalorixá entregará para o Egbomi no ato da festa seus pertences (jogo de búziospembasfavas,sementestesouranavalhatudo que vai precisar para iniciar Iaôs) no Ketu é chamdo Odu Ijê comOyê, em outras nações é chamado de Deká,Peneira, Cuia, etc.
Caso o Orixá da pessoa não queira abrir uma casa e queira continuar na roça da 
Iyalorixá, o Orixádepositará os objetos recebidos nos pés daIyalorixá e sua filha não abrirá uma casa, continuará na roça onde normalmente receberá um posto para ajudar a Iyalorixá.
Quando o Orixá aceita a 
Egbomi receberá todas as homenagens dos presentes pois está sendo consagrada como uma nova Iyalorixá se for homemBabalorixá. Nesse caso terá que providenciar uma casa para onde será levado seu Orixá e iniciar um novo Ile axé.

Iniciação de Ogans e Ekedis

Para os cargos ou postos de Ogan e Ekedinormalmente são pessoas escolhidas pela 
Iyalorixáou por algum Orixá da casa, serão pessoas de sua inteira confiança, pois ficarão com a responsabilidade de zelar da casa e da festa enquanto a iyalorixá estiver em transe.
Uma vez que não entram em 
transeOgans eEkedis passam por todos os preceitos que passam os Iaôs inicialmente e até um determinado momento, mas durante o desenrolar da obrigaçãoconstatado que não entrará em transe, é confirmado através do jogo de búzios nomerindilogun o Orixá que trará o Orunkó do Oganou da Ekedi na festa.
Se foi escolhido pelo Orixá da 
Iyalorixá ouBabalorixá ou pelo Orixá de uma das Egbomis da casa, o Orixá que o escolheu é que sairá nobarracão acompanhando o iniciado. Nesse caso a festa não terá tantas saídas como as saídas de Iaô.Mas no final terá o mesmo banquete de confraternização entre todos presentes.
Quanto ao resguardo e 
ewo também não será igual ao do Iaô, será de acordo com o jogo de búzios, mas geralmente é de 21 dias de Quelê e normalmente cumpridos na roça, no caso de impossibilidade por motivo de trabalho, sai de manhã para trabalhar e vem dormir na roça até terminar o período de Quelê.